O bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis), limitado à circulação venosa, pode desencadear alterações das mais diversas, desde formas do tipo vegetante, até, em grau máximo, obstrução total da luz vascular por uma massa trombótica-caseosa. Essas modalidades de acometimento são eventualidades raramente encontradas na prática flebológica corrente.
MATERIAL, MÉTODOS E RESULTADOS
Nossa casuística está composta de cinco pacientes, quatro do sexo masculino e um do feminino, com idades compreendidas entre 16 e 62 anos, com uma média de 37 anos. Apresentavam um processo trombofiebítico que afetava em três a veia jugular externa, em um a jugular interna e em outro a cubital mediana (Tabela l). Todos eles foram atendidos entre o 12º e o 35º dia do início da doença, com um tempo médio de 18 dias.
A presença de uma tumoração linear dolorosa e a quase impossibilidade do movimento regional eram as manifestações clínicas comuns nos portadores dessa forma de trombose venosa.
O exame ectoscópico das regiões afetadas observava uma tumoração em forma de cordão, de uns cinco centímetros

de comprimento médio (Figs. l e 2) sem alterar a morfologia regional; os sinais flogísticos locais eram de pouca magnitude. A musculatura adjacente ao processo febloclusor mostrava aspecto espástico, endurecido, em relação à sua homóloga contralateral. Para diminuir os inconvenientes da tumoração, os pacientes adquiriram uma posição antálgica: tendência à horizontalidade da região cervical do lado da lesão e retração do membro superior ipsilateral à tumoração. |
Na apalpação notava-se a presença de uma tumoração cilíndrica de consistência endurecida, com espessura aproximada de 4 milímetros, tanto as localizações cervicais como a do membro superior, com pequena mobilidade e demonstrando relativamente aderido à porção muscular e aos tecidos circunvizinhos.
Como antecedentes, os pacientes referiam, como dado de valor, somente práticas esportivas (futebol); os demais, somente caminhadas. Não foram comprovados antecedentes tóxicos infecciosos sistêmicos ou, de modo mais específico, orofaríngios, pulmonares, cervicais etc..
Diante da dificuldade em relacionar causa e efeito, recorremos à ajuda laboratorial, ainda que soubéssemos, de antemão, que a fase aguda havia sido ultrapassada.
A ajuda laboratorial, compreendendo a crase sanguínea, urinálise, PPD, urografia excretora, raio X torácico, investigação de BAAR, não demonstrou alterações dignas de referências. De igual modo não existia presença clínica de adenopatias, afecções do trato respiratório, urinário, digestivo, hemático ou tegumentar. Tampouco existia história clínica referente ao passado pessoal ou familiar de afecções
| Fig. 1 - Fotograma demonstrando a presença de uma tumoração endurecida cordonifeme, não alterável quanto à sua morfologia, com a dinâmica do pescoço |

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infecto-contagiosas (tuberculose) em períodos anteriores a essas manifestações angiofiebológicas. Esses resultados não evidenciaram de modo patente alterações significativas orgânicas que se pudesse suspeitar como elemento etiopatogênico do processo vascular em questão. só existia a lesão angiológica. |