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Aspectos atuais no diagnóstico laboratorial da Trombofilia.

Após o estudo dos processos tumorais (tromboflebíticos), utilizamos a Dopplerometria, que veio comprovar que o fenômeno circulatório era devido a um processo obstrutivo venoso, que não facultava a passagem de sangue no interior do vaso.

Ainda que se houvesse submetido os pacientes a diversas formas terapêuticas com intenção de regredir as alterações flebológicas que apresentavam, decidimos empregar novas tentativas: piroxicam por via sistêmica, calor úmido e derivados heparinóides nos locais lesionados, sem que com isso tivéssemos obtido resultados satisfatórios. Após aproximadamente dez dias de tratamento, resolvemos extirpar os vasos comprometidos.

Uma vez devidamente preparados, os pacientes foram conduzidos à mesa cirúrgica, tendo os mesmos ficado em posição de decúbito dorsal. Nos pacientes que apresentavam a lesão na zona cervical foram colocadas almofadas na altura do omoplata, com a cabeça vertida para o lado contralateral à lesão. A anestesia utilizada foi a geral, com

Fig. 2 - Fotograma demonstrando o segmento venoso extirpado da figura anterior. As paredes são espessas, trombo organizado em toda a sua extensão, conferindo aspecto endurecido

Fig. 3 - Cortes transversais do segmento venoso anterior (Fig. 2) mostrando nítido espessamento da parede vascular e trombo organizado de aspecto caseoso

entubação endotraqueal. No portador de lesão no membro superior se utilizou o mesmo expediente com anestesia do bloqueio nervoso supraclavicular.

Foram utilizadas incisões escalonadas sobre os vasos comprometidos pelo processo trombofiebítico. Cuidadosa dissecção e extirpação dos vasos lesionados foram as condutas utilizadas; as ligaduras empregadas foram com fio absorvível. Após rigorosa hemostasia, utilizou-se fechamento das incisões cirúrgicas seguindo os planos anatômicos.

Nos pós-operatórios não se notaram alterações dignas de referência; alta hospitalar nas primeiras 24 horas. Os pontos da pele foram retirados num prazo médio de 8 dias, sendo observadas acentuada melhora na mobilidade das zonas previamente

Fig. 4 - Fotograma demonstrando o resultado cirúrgico oito dias após a intervenção. Nesse período já havia movimentação ativa do pescoço sem os inconvenientes álgicos que ocorriam no período pré-operatório

Fig. 5 - Microfotografia do caso em questão, exibindo granuloma, constituído por células epitelióides, linfócitos e esparsas células gigantes multinucleadas (setas).

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